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segunda-feira, junho 22, 2020

Urgentemente, de Eugénio de Andrade



Estátua de Eugénio de Andrade, Parque dos Poetas, Oeiras



É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.


Eugénio de Andrade



Este poema faz-me sentir pensativa, pois relembra-me o nosso dia a dia, que é feito de ódio e amor ao mesmo tempo. Como o sujeito poético diz, a nossa humanidade tem que aprender a deixar os conflitos para trás e começar a unir-se mais e a espalhar mais amor, só assim poderemos encontrar o caminho para a felicidade.
Fico a pensar se algum dia a crueldade irá acabar de vez e se as pessoas vão deixar de ser pessimistas e más para com outras. 
Este poema é como se fosse um apelo à harmonia, o poeta deseja “urgentemente” que deixemos de criar dias cinzentos e comecemos a encarar a vida de uma forma mais feliz.

Comentário de Bruna Inácio, 8ºA

sábado, março 21, 2020

Dia Mundial da Poesia

É urgente o amor. 
É urgente um barco no mar. 

É urgente destruir certas palavras, 
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas. 
É urgente inventar alegria, 
multiplicar os beijos, as searas, 
é urgente descobrir rosas e rios 
e manhãs claras. 
Ilustração de Yulia Brodskaya

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer. 
É urgente o amor, é urgente 
permanecer. 


 Eugénio de Andrade

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