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segunda-feira, junho 22, 2020

Urgentemente, de Eugénio de Andrade



Estátua de Eugénio de Andrade, Parque dos Poetas, Oeiras



É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.


Eugénio de Andrade



Este poema faz-me sentir pensativa, pois relembra-me o nosso dia a dia, que é feito de ódio e amor ao mesmo tempo. Como o sujeito poético diz, a nossa humanidade tem que aprender a deixar os conflitos para trás e começar a unir-se mais e a espalhar mais amor, só assim poderemos encontrar o caminho para a felicidade.
Fico a pensar se algum dia a crueldade irá acabar de vez e se as pessoas vão deixar de ser pessimistas e más para com outras. 
Este poema é como se fosse um apelo à harmonia, o poeta deseja “urgentemente” que deixemos de criar dias cinzentos e comecemos a encarar a vida de uma forma mais feliz.

Comentário de Bruna Inácio, 8ºA

O recreio, de Mário de Sá-Carneiro


Imagem de https://www.publicdomainpictures.net/pt/view-image.php?image=30591&picture=baloico-velho

Na minha Alma há um balouço
Que está sempre a balouçar ---
Balouço à beira dum poço,
Bem difícil de montar...
- E um menino de bibe
Sobre ele sempre a brincar...
Se a corda se parte um dia
(E já vai estando esgarçada),
Era uma vez a folia:
Morre a criança afogada...
- Cá por mim não mudo a corda,
Seria grande estopada...
Se o indez morre, deixá-lo...
Mais vale morrer de bibe
Que de casaca... Deixá-lo
Balouçar-se enquanto vive...
- Mudar a corda era fácil...
Tal ideia nunca tive...
                       Mário de Sá-Carneiro


Este poema lembra-me a minha infância e os tempos em que eu brincava e tinha vestido o bibe do meu colégio. Faz-me sentir feliz por recordar esses momentos e faz-me também sentir muitas saudades. Desejo sentir sempre uma criança no meu interior, assim como o autor do poema, uma vez que a minha infância está associada a sentimentos muito positivos como a alegria, a liberdade, o amor, o carinho, a diversão.
Comentário de Guilherme Pereira, 8º C 

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